"Marcos, eu preciso que você pegue a pá e cave um buraco bem grande aqui no quintal."
"Pra quê isso minha filha?"
"Eu preciso jogar fora uma coisa, uma coisa bem grande. Mas eu tô com aquela dor nas costas de sempre, aí eu pensei que você faria esse favor pra mim."
"Não sei porque eu vou fazer mas vou. As vezes eu faço coisas que nem sei porque faço, agora mesmo, te conheço faz dois meses, toda noite tu não quer trepar por causa dessa dor aí nas costas e mesmo assim vou cavar essa porra desse buraco que eu nem sei pra quê é."
"Por isso que eu gosto de você Marcos, você é uma pessoa muito prestativa, muito reclamona também, mas isso a gente releva."
"Sei, sei. Tas falando isso só pra puxar meu saco."
"É não meu amor, de verdade. Achou a pá?"
"Achei, tu acha que eu não sei nem onde fica a porra da pá na minha própria casa?"
"Não, não, não era isso que eu queria dizer não."
"Run! Sei, sei."
Ele enfiou a pá e começou a cavar, cavou por duas horas enquanto ela tomava banho de sol e bebia um copo de limonada. Ao final do trabalho, já exausto e suado, largou a pá perto dela e foi tomar uma ducha no chuveirão lá perto. Com toda a calma de quem já fez aquilo com vários homens e em várias cidades, ela pegou a pá e deu uma forte pancada na cabeça de Marcos que caiu morto no chão fofo de terra. Jogou o corpo sem vida na vala que o próprio defunto cavara minutos atrás e cobriu-o de terra. Entrou na casa, tomou um banho, pegou suas roupas e foi embora, deixando a casa intacta. Não levou nem um centavo, apenas uma foto dos dois no parque de diversões.
4 comentários:
"Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre arbítrio um roteiro fixo, predeterminado, que não pode ser violado."
essa mulher tem que ser bem charmosa, hein? conseguiu manter o cara sem usar o sexo.
existem outas coisas além do sexo meu caro.
ou não.
ajoijOIAJoiajo
bem... bem...
claro!
Postar um comentário