No marasmo dessas ondas,
canta o vento canto á vida.
No entanto,
eu vos digo,
com intenso pesar,
soa o cheiro da partida.
Na saudade pousam flores,
sem o medo do errar,
pois sua intensa beleza,
é comentada até no mais longe mar.
Na intensidade do canto,
as pernas não aguentam,
o som da harpa,
nas brisas que as notas trarão,
não se cheira aquele corpo,
a sete palmos do chão.
Quando chego a flutuar,
meu caminho se clareia,
canta a vida canto ao vento,
da tristeza na areia.
Chegamos juntos ao final,
com os corpos separados,
o sorrir faz o presente,
a morte se fez passada,
na suave candura da lágrima,
faz-se a serenidade da revoada.
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