segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O nós eterno

No pé da mangabeira,
juramos ter tudo e a todos.
O rio dançava como há pouco fazíamos.
Éramos,
juntos,
toda a natureza bailando.
Na Casa do Morro,
você costumava cantar tão suave canção,
que ao te ouvir,
meu corpo não conseguindo esconderijo,
se punha a chorar,
livre,
absorto em toda aquela efusão de sensações.
Observava como tudo podia estar lá,
na verdade,
tudo estava lá.
Me perguntava como podia,
além de presenciar,
observar-te.
Fomos além do que a estrutura suportava,
subimos tão mais do que se propuseram,
e,
no entanto,
o que aconteceu?
Você plantou no quintal,
os frutos e flores que não mais poderiam arrancar.
Naquela noite,
a tempestade anunciava o vão da Natureza,
o espaço que jamais poderia ser preenchido,
nem no íntimo daquele córrego.
Dançamos,
até aquela noite,
da forma como nunca mais,
a Natureza dançaria.

Nenhum comentário: