"Adiante adiante adiante! Temos muito a fazer!"
Ele repetia isso sempre. Acho que ouviu em algum lugar e gostou. Não era, pensando bem, um hábito, ele falava quando bem queria, uma vez num ano ou 365 vezes num dia. Nunca me recordei da primeira vez que o vi. Ele gosta de dizer algumas coisas em relação a isso. Mas não acredito muito no que ele fala. Principalmente com esse olhar, quando os olhos dele meio que se perdem no mundo e vêem outra coisa que não está no seu campo de visão. Né bruxaria não, são só metáforas. Adoro essa tal de metáfora. Mas de eufemismo não. Não gosto de muitos "ismos" não, nem de machismo, nem de feminismo, nem de nazismo, nem de comunismo, pelo menos não o daquele barbudo lá (o tal do Max né?), nem quando chamam homosexualidade de homosexualismo. Desculpa se falo algo errado, mas até onde sei né doença não. Sempre aprendi que o que é seu, você usa como quiser, pelo menos até entrar na liberdade dos outros. Isso é meio relativo, até porque tem umas pessoas que acham que se dois homens ou duas mulheres se beijam ou trocam carinhos na frente delas é uma invasão. Bem, com esse tipo de gente, acho que a liberdade deve ser suprimida, pelo menos o que chamam de liberdade.
Mas nera disso que eu queria falar não, queria dizer o quanto ele foi importante pra mim. Mas agora eu já disse que ele foi importante, não sei se tem mais alguma coisa pra dizer. A gente gostava de pensar junto, estar em contato. Nunca lhe perguntei seu nome, o motivo de suas escolhas, sua idade, seu credo, sua origem. Era só o amor. Só ele que existia. Só eles que existiam. Ele e o amor. Amor, era assim que eu o chamava. E era assim que a gente amava.
Um comentário:
eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela
caiof
reamar
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