quarta-feira, 16 de março de 2011

(A)manhecer

À Manoel de Barros

Meu amanhã é formado de tudo,
junto ele assim,
de nada em nada.
Minh'alma se perde,
com a velocidade da revoada,
nem densa nem leve,
apenas meio vaga.

Meu hoje semi-existe,
projetos sonhos perdão,
minha vida presente-futura,
acaba sempre a começar,
ou o contrário,
no fim só se sabe uma coisa,
todos os dias (A)manhecerão.

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