sexta-feira, 30 de julho de 2010

O vem e o vão

Eu sei que isso é vago,
mas custa entender que falar é válido.
Nomes as vezes são necessários,
poemas já não resolvem o vazio,
muito menos o que está pra transbordar.

Mas e se o conjunto não quiser brincar de ser junto?
Se ele quiser ser apenas co?
Aí a gente volta a falar de coisas vagas,
mas são coisas,
nossas coisas,
que convencionamos tratar por sentimento.

A vida de quem faz e se faz é concreta,
se pega na dor,
na flor na mão no riso,
se concretiza o vão das coisas antes pensadas.

Amigo,
não te falo o que me calo.
Minha voz anda rouca até pra mim,
que a ouço de dentro,
mas já chamei um curandeiro,
que atende pelo nome de carinho,
não sei quando ele chega,
mas deve tá pertinho,
pois começo a ouvir a banda,
que costumava tocar lá dentro do meu peito.

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