domingo, 8 de novembro de 2009

O ciclo do nascer

Enorme era o que lhe diziam amor,
palavra dura que era,
nada mais,
que os olhos perdidos propositalmente,
na busca quase inconsciente,
do formato que ela compunha.

Sempre me perdia na explicação,
minha curta vida cantava menos,
menos que tudo aquilo que eu possuía.
Meu surgimento foi árduo,
cansado,
de lábios secos e choros latentes.

Manhã chegava,
mamãe dizia,
todas aquelas coisas,
que todo dia,
inconscientemente,
repetia,
e,
a cada vez,
eu,
de novo,
nascia.

2 comentários:

André Valença disse...

amor, palavra enorme e dura? parece mais o meu p... rédio!
HÁÁÁÁ
PEGADINHA DO MALANDRO!

Só passei para dizer que ando te lendo, apesar da ausência de recados.
Só não sei o que comentar, não sei...
É por causa da minha - já conhecida pelo senhor - condição de não-entendendor* de poesia.

Mas tentarei, amigo.


* não-entendedor é forte, já que o objetivo da poesia não é compreensão, mas admiração, tocância, ou o que quer que seja. Retifico-me, então, e digo que fico sem palavras para comentar poesias.

transparessencia disse...

eu ia comentar que faço das ultimas palavras de andré as minhas.
mas ai era mentira! porque tem vezes que eu fico com palavras para comentar poesias.

Mas,no momento, sinto muito meu caro!

mas posso até jurar que eu sinto..
isso.
eu sinto!