segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A memória

Na torre da colina,
mamãe chorava.
Sentia que,
naquela hora,
morria parte de mim.
Desde aquele dia,
as horas se congelaram,
os dias,
cinzas se tornaram,
as alegrias de tempos passados,
foram habitar as longínquas pradarias.
No vento que sempre soprava,
confissões barcos sentimentos,
tudo,
junto,
fazia questão de nos esquecer.
Eu,
só,
na sala de jantar,
recordava,
o que,
com esforço,
conseguia resgatar.

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