terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A noite - o dia - da lembrança permanente
A noite ia me tragando. E eu pensava. Chei de mé. Minha alma se esvaia como o cigarro que se desprende de uma mão à outra. Eu era o cigarro, melhor dizendo, eu era a fumaça do cigarro, em minha mão. Amor, vinha naquele momento, era a palavra que queria ser lembrada. Discórdias, desavenças, foi o que eu tracei pra mim? traçaram para mim? ou des- alguma coisa tem de ser evitado? Trôpego, me penso e me peso como seria amanhã, ou depois, ou tanto faz, meu corpo já está destinado. Música, voz, poesia, chei de mé. Até um tempo atrás a gente se encontrava, e se amava. Dançava. Sabemos que pé-ante-pé é a guia, descontente mas musical anti-nominal é a vida. Mistério, sim, sempre há de pintar poraí, e colorir, a tigresa de unhas negras requer atenção, e CUIDADO! Tratemos e hemos fingido que entendíamos de tudo isso. A conversa no bar estava assim, era lua, fumaça, sorriso, contentamento, era isso e captávamos a sensação que insistia rolar. Aderência, luz, vibração, onde parei? Sei não, mas era tudo isso e o que insistíamos em recordar...
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